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Justiça condena mulher que “traiu” o marido com um vibrador

Laura-Silveira-dos-Reis

A professora Laura Silveira dos Reis, de 33 anos, foi condenada a indemnizar em vinte salários mínimos o seu ex-marido, o motorista Antonio Adalberto Lima dos Reis, de 29 anos. A razão da indemnização foi a violação da honra dele num vídeo partilhado num grupo secreto do Facebook onde ela usava um vibrador.

O vídeo possui pouco mais de 9 minutos e já foi visualizado por mais de cem mil internautas. Embora no vídeo ela usa se uma máscara muito semelhante a do Zorro, o seu ex-marido reconheceu a tatuagem dela na virilha e móveis do quarto do casal. Antonio Adalberto descobriu o vídeo ao ingressar acidentalmente no mesmo grupo secreto que a esposa participava.

A traição configura na violação dos deveres do casamento (dever de fidelidade recíproca, dever de respeito e consideração mútuos etc – art. 1.566, CC) e, como tal, dá fundamento ao pedido de separação judicial por culpa, desde que a violação desses deveres torne a vida conjugal insuportável. Já a indemnização pode ser solicitada sempre que a traição ofenda publicamente a honra do cônjuge traído.

O advogado Rubens Oliveira Alves, especialista em Direito de Família, afirma que “o uso secreto de acessórios de natureza sexual por si só já caracterizaria o rompimento com o dever de respeito e consideração mútua. A gravação e a partilha do vídeo deram publicidade a traição conjugal”.

O Dr. Oliveira Alves faz um importante alerta aos casais: “Até a masturbação pode ser considerada uma modalidade de adultério. O adultério se consuma com a prática do inequívoco ato sexual. E masturbação é um ato sexual. Solitário, mas sexual. Que evoca a participação virtual de terceiros”.

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