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Programadas para aventuras sexuais

Numa época de independência e de afirmação sexual das mulheres, assumir relações puramente sexuais não é nada do outro mundo. O pior é viver a realidade.
Nada de sentimentos. Nada de compromissos. Se o objectivo da mulher é o orgasmo, basta despir a roupa, responder às carícias e deixar o corpo vibrar. Embora não seja um comportamento tipicamente feminino, ter prazer pelo prazer faz parte das fantasias de muitas mulheres. Mas o mito do príncipe encantado não se destrói de um dia para o outro. “Um dia, encontrarás o grande amor”, dizem-nos. Com esta base, será difícil assumir os nossos desejos sem nos culpabilizarmos. Carolina, uma médica de 30 anos, confessa as suas dificuldades: “Como não me apaixono de cinco em cinco minutos, e a abstinência não pode eternizar-se, tenho aventuras. Mas em vez de as viver desprendidamente, preciso de acreditar que tenho relações verdadeiras. Invento sentimentos que não correspondem à realidade e acabo por sofrer, fazendo tudo para ser rejeitada. É estúpido, eu sei. Porém, não consigo evitar que isso aconteça.” O seu psicólogo explicou-lhe que ela antecipa a sensação de culpabilidade, imaginando uma fantasia errónea, provavelmente alimentada pela sua educação. E se ela mente a si própria, é para poder viver uma parte da sua verdade. No fundo, ao assumir uma relação puramente sexual, Carolina põe em causa a imagem que tem si própria. Daí o seu mal-estar.

A maior parte das mulheres é mais sensível ao julgamento dos outros. Em sociedade, um homem que multiplica as conquistas é considerado um D. Juan, enquanto que uma mulher que faz o mesmo sujeita-se a insultos. Seja quais forem as razões, não é fácil ser alvo de más-línguas. Teresa, estudante, com 22 anos, queixa-se: “Muitas vezes, desejo ir para a cama com um colega, sabendo de antemão que não haverá continuidade ou nada de sério entre ambos. No entanto, na altura de passar à prática, recuo. Naquela faculdade, os rumores correm depressa. Assim, o prazer de algumas horas seria assombrado por críticas e rótulos de mau gosto.”Aurélia Pires Messias, psiquiatra, diz que é possível que Teresa esteja a exagerar, o problema deve centrar-se no medo que ela tem de transgredir as regras da sua educação. “Provavelmente, é ela própria que cria barreiras, com medo de se lançar no atraente mundo do interdito.”Uma diferença evidente entre o homem e a mulher situa-se a nível dos sentidos. Ele é sobretudo visual, ela funciona de forma mais complexa: simultaneamente é táctil, auditiva e olfactiva. Excitá-la é obra mais elaborada, sobretudo se tiver dificuldade em entregar-se por se sentir insegura nos sentimentos.

Sandra, de 22 anos, estudante de Sociologia, fala de decepções: “A única vez que tentei uma relação puramente sexual, caí numa ejaculação precoce. Resultado: nenhum prazer e uma perda enorme de energia. Por isso, penso que as mulheres não estão programadas para aventuras sexuais, visto que não há garantia de prazer.”Qualquer mulher pode reivindicar o sexo pelo sexo, mas todas correm o risco de se apaixonar por aquele com quem vão para a cama. E os homens? Também, visto serem mais propensos a confundir sexo com sentimentos. Então, onde está o problema? Tudo depende das pessoas, diz Aurélia Dias Messias. “Algumas mudam de parceiro sexual com muita facilidade e têm dificuldade em se fixar afectivamente, enquanto outras procuram afeição e amor, julgando que apenas querem sexo.”Antonieta, divorciada, com 33 anos, é um exemplo típico de quem confunde os dois objectivos: “Para me deitar com um homem, necessito de me sentir cúmplice e em harmonia intelectual. Assim, desde que tudo se passe bem na cama, todos os elementos se conjugam para me apaixonar, mesmo que a ideia inicial fosse outra. Escusado será dizer que as decepções são enormes, pois nem sempre eles estão na mesma onda.”

É por isso que é tão importante ser claro consigo próprio: definir antecipadamente as intenções e assumi-las plenamente, escreve François Poudat, na sua obra “Bien Vivre sa Sexualité”.

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